A Mesoterapia é uma
técnica terapêutica recente mas já hoje
praticada por mais de vinte mil médicos em
toda a Europa e Estados unidos.
Faz também parte integrante de
várias consultas hospitalares em França,
Itália, Bélgica, Espanha e Portugal, sendo
cadeira de opção em vários hospitais e
universidades como é o caso da Faculdade de
Medicina de Paris ( Necker) e a universidade
de Paris norte (Bobigny), além de outras.
Em traços gerais, e muito
resumidamente, a Mesoterapia consiste na
aplicação de medicamentos através de
micropicadas intra-dermicas de tal modo que a
sua acção se faça directa e exclusivamente
na(s) zona(s) a tratar, aumentando a sua
eficácia e rapidez de actuação ao “
curto-circuitar” o trajecto que esses
medicamentos fariam por via geral e reduzindo
assim ao mínimo os efeitos secundários que
aqueles pudessem vir a ter.
Torna-se assim
óbvia a sua utilidade em doentes que por
qualquer razão não possam tomar determinadas
substancias (por exemplo ulcerados que
necessitem de anti-inflamatórios) ou em
patologias em que a chegada ao local dos
medicamentos por via geral seja difícil, como
é o caso das lipodistrofias (celulites), e em
processos inflamatórios com comprometimento
circulatório regional, como é frequente
acontecer nas patologias reumatismais e
traumatólogicas. São aliás estes campo a
Reumatologia e a traumatologia, bem como a
dermatologia na sua vertente da estética
(celulites e rugas) aqueles em que se obtêm
melhores resultados na Mesoterapia.
A técnica utilizada baseia-se na aplicação de
micro-injecções múltiplas na zona a tratar,
que são feitas a pouca profundidade (3 a 8 mm)
e em vários pontos determinados pela patologia
em causa, de forma a actuar directamente nos
tecidos afectados e a estimular a região
mesodermica ( e por vezes os metâmeros) com
eles relacionados. Obtém-se deste modo uma
potenciação de acção que esta na base do
sucesso terapêutico.
Utiliza-se para isso, material especial como
por exemplo micro-agulhas, multi-injectores,
injectores electrónicos, etc... sendo o
líquido injectado preparado mediante a
combinação de medicamentos do formulário geral
segundo protocolos pré-determinados.
Geralmente associam-se dois a quatro
medicamentos na mesma seringa com o fito de
obter uma acção retardada a prolongada dos
princípios activos e ainda com a intenção de
optimizar a absorção actuando sobre o factor
“terreno”.
Normalmente são necessárias várias sessões de
tratamentos, geralmente semanais, para se
obterem os resultados desejados, raramente se
ultrapassando a dezena.
A percentagem de êxitos ronda
os 60 a 90% nos tipos de patologia já citados,
dependendo, obviamente, da boa selecção dos
casos a tratar, da perfeição da técnica de
execução e de uma escolha adequada do
protocolo a utilizar (que devera ser ponderado
em função de uma avaliação global do doente e
da etiologia da doença).
Obtêm-se assim êxitos terapêuticos
frequentemente superiores aos que se obteriam
com os métodos convencionais, acrescidos da
vantagem adicional de um muito menor risco de
efeitos colaterais e ainda de uma maior
economia para o doente (e para o estado) ,
dado a quantidade de medicamentos a utilizar
ser bastante reduzida.